Me perco em visões oniricas
a deriva em rios tortuosos
olhando o céu de pedras ricas
e os pássaros formosos
Há em mim toda a história do mundo
corre em minha pele a magia, eletrica
ouço os ecos do abismo profundo
se repetir à precisão metrica
acordo e grito em desepero
em minhas mãos diamantes raros
em minhas costas um ar austero
perco o brilho sem qualquer dor
sorrio e aliso meus sonhos ralos
encantada com seu humilde esplendor
Enviado as 15:29 *
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[terça-feira, 18 de setembro de 2007]
Tempo
Não podia encontrar
O lugar em que ficava
E quanto mais eu procurava
Mais sentia se afastar.
Quis tentar ir em frente,
Achei que fosse importante
Esquecer, seguir adiante
Conter no peito a dor ardente
Mas o vazio de sua falta
Me fez sofrer eternamente
Sua perda na passagem
Criança alegre e inocente
Morta tão cruelmente
Sacrificio em minha homenagem
Enviado as 10:15 *
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[terça-feira, 11 de setembro de 2007]
"Se esse sonho que mora em mim
pode ter tanta independencia
Não será minha propria existencia
o sonho de alguem afim?"
Enviado as 16:24 *
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Com essa mentira tão banal
Faz-de-conta ao que me agarro
Pra não cair, e no final
Só me resta um murmurio
Perplexo e irreal..."
Enviado as 16:09 *
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